segunda-feira, janeiro 26

Choque cultural I

O meu primeiro choque cultural: vou comprar um guarda-chuva! Parece uma coisa sem importância, eu sei, mas para quem me conhece sabe que eu não uso e que me recuso a andar com guarda chuva. Prefiro andar à chuva, ficar um pouco molhadita e evitar o enorme incomodo de andar com aquele trambolho irritante atrás de mim.

Mas aqui em S. Paulo reconheço a minha derrota. Rendo-me! Chuva ganhaste!

Vou-vos tentar explicar o que acontece quando chove. É o dilúvio acontece de cada vez que chove. Literalmente toda a água que existe nesse momento no mundo cai no sítio onde estamos. A rua vira um rio, a cidade vira um caos. Aliás, aposto que há muitos paulistanos que nesse momento gostaria de ter uma arca em vez de um carro.

Tentando traduzir isto numa imagem familiar para todos vós. Estão a ver as cheias do Douro? Imaginem isso numa rua. Isso mmmmuita a água! Quando a chuva cai é sem aviso e começa logo grossa. Basta atravessar a rua e um lado para o outro ficamos completamente encharcados. Não há como escapar. Onde existia uma rua, a corrente de água escorre com qual força, velocidade e quantidade que basicamente não dá nem para ver a rua, quanto mais andar na “rua”. Quem sabe talvez de galochas (porque de sandálias já experimentei e quase que ficava em elas). Até já nos disseram que a corrente das pode arrastar um homem! O dilúvio dura sempre uma horita depois regressa a chuva de grossa. 

Resta contar que eu apanhei esta molha toda e a seguir fui à reunião com a responsável pelos MBA da universidade Anhembi Morumbi. Imaginem a figura, a vergonha. Mas ela foi simpática, consegui ignorou o meu estado e conversar sobre quais seriam os impedimentos legais para eu me poder inscrever no MBA. Vamos a ver o que acontece...

Por isso agora para evitar estas cenas tristes "Não vai ter saída" vou ter de usar um guarda chuva, o meu novo amigo do peito!

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