quinta-feira, fevereiro 5

Conduzir em São Paulo II

Como em todos os paises há sempre particularidades na condução. Uma hábito que achamos engraçado é o dos condutores baixarem o vidro e perguntar como ir para uma rua qualquer: "Moço você sabe se daqui dá para ir para a Paulista?", grita-se aos berros por entre janelas e no meio da fumaça. "É só seguir a faixa do meio!". Mas não admira, são tantas as ruas! O que é estranho é que apesar de São Paulo ser enorme, as pessoas respondem amávelmente.

Facto curioso é o de, com a quantidade de carros em circulação em São Paulo ao ponto de se fazer "rodizio de carros" (há um dia na semana em que o nosso carro não pode circular), haver muito poucos carros estacionados nas ruas. A explicação para tão enigmátco fenómeno são os manobristas. Quem são os manobristas? A função desta classe trabalhadora é arrumar os carros nas garagens uns atrás dos outros e uns ao lado dos outros sem qualquer espaço para a circulação entre os carros. Como depois tiram os carros? Para tirar um, mexem em cinco ou seis e já está! Não é preciso sistemas de elevadores ou niveis para arrunar os carros nos damos a chave do nosso carro, ele desaparece e recebemos um papel. Quando precisamos do carro de volta, damos o papel e o carro aparece!

Outra particularidade são os "motoboys" (estafetas de moto) abundantes na cidade. Correspondem aos loucos que fazem as entregas de pizzas em Portugal. Só são é muito mais, aparecem em grupo, de repente, em alto speed, de todos os lados e de todas as cores.

As passadeiras basicamente são elementos decorativos nas ruas, que devem dar um bom contraste de cor, no caso de algum peão se atrever a atravessa-las quando um carro se aproxima a alta velocidade. Porque os direitos do peão são nenhuns! Mas de vez enquando a união faz a força. Na Av. Paulista quando os peões se acumulam no passeio, assim que conseguem atravessam a rua todos aos mesmo tempo, criando uma parede humana num manifestação de revolta por esta minoria oprimida.

Sendo as regras de transito internacionais não deixa de ser fascinante a forma como cada país faz a sua própria interpretação cultural dos mesmo texto.

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