

Queríamos mudar a largura de banda da internet que estava nos míseros 256k (lembram-se desses tempos?). Lá agarrei o telefone e sem saber que estava prestes a entrar nos meandros obscuros dos call center brasileiros.
O meu primeiro duelo foi com uma daquelas máquinas de reconhecimento de voz. A palavra que a máquina tinha de reconhecer era "speedy", o nome do provedor de internet. No português de Portugal qualquer máquina faria imediatamente o reconhecimento da palavra mas... aqui... senti-me uma atrasada mental.
Usei do meu melhor "sôtáqui" para fazer com que a máquina percebesse o que dizia, mas a resposta era sempre um: "Vamos tentar novamente". Usei de todas as variações da palavra que me lembrei: sipdy, sspidy, chipidii, espidii, mas a resposta era sempre um frustrante e amigável: "Vamos tentar novamente".
Quase à beira do desespero, a burra da máquina estava programada para à 22ª tentativa dar como alternativa a palavra "produto". Inspirei para me concentrar, só tinha que dizer a palavra "produto". "Próduto" disse. E assim consegui o acesso à voz mágica de um telefonista!
Claro que o tipo pensou que eu estava a gozar... mas só de pensar que tira de passar por tudo aquilo outra vez contive-me ou que me desligassem o telefone na cara contive-me. Depois como não podia deixar de ser o mal famigerado CPF. Mas lá consegui os 4 Mb.
NOTA: Mais tarde explicaram que os call center são no nordeste daí o sotaque estranho.
fantástico :)
ResponderEliminarsaudadinhas.........................