










Esta terrinha a poucos km de São Paulo ou na continuação de São Paulo (uma vez que não se tem a percepção de São Paulo alguma vez acabar), é um algolmerado de pequenas casas muito coloridas onde cada uma delas vende qualquer coisa... um centrinho fechado ao transito e por isso muito pacato e tranquilo.
Todas as referencias que ouvimos sobre Embu era que de "ficava lotado" aos fim de semana, por isso estavamos à espera de uma enorme multidão. No entanto, quando chegamos às 11.00 horas da manhã, a "galera" ainda estava a montar o seu estaminé. Iniciamos então a nossa descoberta de Embu. Não foi preciso muito tempo para nos perdermos entre ruas, vilelas e interiores de casas labirínticas.
Diante dos nossos olhos, desfilavam divisões atolhadas de dezenas de móveis de madeira recuperada de camiões (sim de camiões), ora pintada com galos e flores ao gosto (caipira) ora de aspecto bem antigo. Estes objectos serpenteavam pelo interior de cada casa, inclusivé na casa de banho ou na cozinha. Não havia um espacinho que ficasse livre. Nos intrevalos dos móveis, havia relógios, estátuas, jarras, quadros, potes, máquinas de escrever, máquinas de costura, lanternas, alfaias agriculas e mais um montão de velharias.
Estas casas eram alternadas por outras casas de artesanato brasileiro ou mais ou menos brasileiro. Havia as típicas redes, cadeiras, tapetes, pedras semi-preciosas, móveis de verga, galinhas da índia, estátuas de Salvador da Bahia, casinhas ou marcas de cachaça; mas também os menos típicos bonequinhos japoneses (ok existe uma grande comunidade japonesa em São Paulo), fontes zen, jardins zen, estátuas gigantes de leões (?), estátuas africanas (?!), e inúmeras outras quiquilharias ou como dizem por aqui "espelhinhos de índio".
Ainda visitamos o convento da cidade, hoje em dia vazio, com algumas estátuas religiosas dispersas pela divisões. Eram apenas elas que permitiam designar de museu à coisa. No entanto olhando a irregularidade paredes, o soalho rangente, o telhado firme, sentia-se a história das gentes ali viveram quando tudo em seu redor era selva e o enorme desconhecido. Sentia-se de como tudo tinha sido feito com trabalho árduo, como todas as materias primas tinham sido arrancadas à natureza, como tudo era rude, difícil e frágil.
No final claro que acabamos por fazer umas comprinhas... Não trouxemos os móveis que andavamos à procura, mas sim as primeiras visitas da casa. Um casal de deliciosos japoneses para habitar na porta do frigorifico. E também... uma fonte! É bem parolo, não é? Ou será o primeiro indicio de "emigrantês"?! O som da água a cair era tão bonito e calmo nas lojas, fazia-nos sentir tão bem, que não resistimos. Esperemos que dê um toque da natureza à sala e nos faça esqueçer o cimento!
A fonte! eu quero ver a fonte!!!!!
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