










Iniciamos o fim de semana com um Sábado bem relaxado a curtir a nossa casinha (agora sim que já temos sofá!), e a decidir o destino para o feriado do Tiradentes.
O processo de escolha consistiu em olharmos para o mapa e tal como um pêndulo, o balouçar o dedo entre direita-esquerda, esquerda-direita até ele pender para uma pequena terra na fronteira do estado de SP com o estado do Paraná. Iamos para Iporanga, um parque natural cheio de cavernas!
Partimos Domingo às 8 da manhã e descobrimos que a essa hora a São Paulo é bem tranquila. Quase que poderíamos dizer que a cidade é um deserto! Pela frente 300 Km que foram percorridos em seis horas (já nos estamos a habituar a estas velocidades de carroça).
Grande parte do trajecto foi por bucólicas estradas secundárias, caminhos encarquilhadas de terra batida, rios selvagens, mata atlântica (floresta), bananais, plantações de palmito (come-se é tudo o que sei), vacas e fazendas de 60 em 60 km! Pelo caminho passamos pelas vilas Eldorado (soa bem não soa), Sete Barras e Juquiá.
Antes do destino final fizemos uma paragem para conhecer a Caverna do Diabo, a maior do estado de SP. O seu nome vem dos sons que se ouviam à entrada da gruta, que pareciam ser gemidos de pessoas.
Uma pequena caminhada no meio de uma deslumbrante floresta levou-nos à entrada da caverna, onde pacientemente aguardamos por um guia. Uns atrás dos outros, em fila indiana, fomos engolidos um por um, pelos 700 metros de caverna (no total são 6500 metros). No interior gigantescas salas, galerias altíssimas, formações rochosas incríveis, cascatas de calcite, cortinas de calcário, estalactites e estalagmites por todo o lado. Era impressionante! Giro era que os índios acreditavam que muitas destas formações rochosas eram homens petrificados que tinham sido atingidos por gotas de água da caverna.
A iluminação não era das melhores e não valorizava as formações rochosas. Eram apenas algumas lâmpadas que iluminavam o caminho aonde pisavamos os pés. Aparentemente as luzes aquecem as grutas, a humidade desaparece e deixa de ocorrer a formação das rochas que decorre há uns míseros 600 milhões de anos.
Não havia passadiços, o calçado tocava directamente o solo, os degraus eram recentes e muitos escavados no que a natureza tinha demorado milhões de anos a construir. A caverna estava um pouco danificada, pois só há pouco mais de um ano a caverna tem guias. Até aí mais 3 mil pessoas entravam diariamente na caverna levando alguns "souvenirs" em forma de estalagmites...
Não temos grandes fotografias para vos mostrar, porque a nossa máquina fotográfica achava-se demasiado inteligente para achar que ambientes tão escuros merecia ser fotografados... grrrrr
Depois nos perdermos, ficarmos sem norte e passarmos por mais uma estrada de terra batida poeirenta, chegamos ao nosso destino, a Pousada do Quiririm. Que bem que soube o delicioso jantar, bem caseirinho feito por D. Mariana!
Tínhamos marcado um encontro com um guia para sabermos o que fazer no dia seguinte. Enquanto esperávamos por ele pusemo-nos a ler os "roteiros". A oferta era no mínimo diversificada: caminhadas de trilhas de 4 horas para ver cachoeiras e mais duas para regressar; caminhadas de 3h seguidas de cascading (uma espécie de rapel só que sobre cascatas); grutas em que se entra a rastejar cujo percurso todo feito dentro de água, chegando mesmo ao pescoço, em que não se consegue falar tal o barulho da água, em que um dos riscos é hipotermia; descidas de bóia-cross (leia-se pneus de camião dobrados ao meio) cujo principal risco é ir contra umas pedritas...
Bem, pensamos que tudo isto era um pouco radical demais para nós, principalmente porque nem tínhamos o calçado adequado. Decidimos um nível "fácil-fácil" e fomos dormir um pouco apreensivos com o dia seguinte...
'nos perdermos'?
ResponderEliminarAlguém está a ficar com sintomas :)
Isto foi tudo num fim se semana? Uff...
O que vale é que têm a semana toda para desansar ;)
Bjs e abç
Pior é que não é a primeira vez!!!!! As brasileiriçes "grudam" mesmo! Será que serve de defesa afirmar que o texto foi escrito às 2 da manhã e eu estava com um pouco de sono?
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