







Antes de se chegar ao Lago Titicaca passa-se por Juliaca, a segunda cidade mais feia do mundo no ranking vilaverde/branquinho (para os curiosos a primeira é o Cairo). À imagem e semelhança desta cidade estão os habitantes do Peru que ganham o primeiro prémio "beleza interior". Estes povos da montanha são das gentes mais feias que já conhecemos... E nem as crianças escapam! Geralmente as crianças são lindinhas, queridinhas e fofinhas, mas no Peru são feias e raramente sorriem... E é estranho que não haja grandes misturas com povos europeus à excepção de claro, Lima, a capital.
Aliás, por causa deste facto, nós desenvolvemos uma nova teoria sobre as verdadeiras razões da política de miscigenação de povos nativos e coloniais. Os portugueses depois de longos meses no mar, encontraram as giras índias tupis e criaram a mulata. Por sua vez os espanhóis encontraram as peruanas e por certo pensaram: "Antes uma llama ou uma alpaca de pêlo macio a uma feia peruana. Perunas só pelo "rei e pela pátria"!
Mas o melhor das férias ainda estava para vir. O mais alto lago navegável, situa-se a 3800 metros de altitude e nele existe algo genial e único. Uma ideia magnífica de sobrevivência, as ilhas flutuantes. O povo Uros fartos de serem atacados pelos seus vizinhos que estavam em constante guerra resolveram ir morar para o meio do lago, para viverem em tranquilidade. Podiam viver em barcos mas criaram uma forma de vida muito mais sofisticada, original e engenhosa.
Com as totoras, uma espécie de juncos, desenvolveram tudo o que precisavam para sobreviverem. Assim construíram plataformas de totora com 3 metros de espessura que agarraram-se umas às outras criando aldeias imensas. Assim as casas são feitas de totora, os barcos são feitos de totora, a lenha para cozinhar é a totora, um legume delicioso adivinhem? É a totora... A partir deste material construíram o seu sistema de sobrevivência. É espectacular!!! É incrível!!! Só visto!!!
A viagem pelo lago é liiiiinda especialmente quando banhada pela luz do amanhecer! Ainda fomos ver a ilha Taquile conhecer uma outra estranha forma de sobrevivência ou um exemplo de emancipação masculina! Aqui as mulheres sabem tecer e os homens fazem malha! Sim daquela de duas agulhinhas. É lindo e um exemplo que devia ser expandido para todo o mundo.
Aliás a tecelagem é algo de muito importante para os peruanos. São fantásticos os contrastes das roupas em cores vibrantes com a cor monocórdica da paisagem. Rosas e vermelhos dos seus trajes tradicionais usados em dias de festa, as mantas azuis e rosas que as mulheres carregam para tudo. Estes pigmentos são naturais e vem destes plantas, animais e mosquitos!
Claro que em cada um destes lugares é sempre montada uma caça ao sols do turista e há turistas em todo o lado. Mas por outro lado convém referir que é destes sols que os habitantes saem da miséria profunda e alcançam uma vida um pouco melhor. É irónico que a presença do turista, que deseja observar tudo na sua forma natural, seja o caminho mais rápido para o desaparecimento destas originais formas de vida...
Mas o que mais vamos recordar da viagem? Machu Picchu, as ilhas flutuantes, as magnificas paisagens e estar de férias!!!








the photos are wonderful!
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