domingo, agosto 2

Peru - Machu Picchu














Devem estar super curiosos sobre o Peru. Lamento desiludir aqueles que tem grandes expectativas em relação a este país, mas não ficamos empolgados, nem somos capazes de dizer que o Peru é o "melhor" qualquer coisa... 

O Peru tem mmmmmuitas escadas e mmmmmuitas subidas (também deve ter descidas mas essas não ficaram na nossa memória na "secção trauma"). Ficamos sem "bafo" inúmeras vezes, por causa da falta de oxigénio a grande altitude, mas nada que umas paragens nas "boxes" e um pouco de vergonha não solucionassem. Depois descobrimos a desculpa perfeita: Nós não parávamos, nós observávamos a paisagem! 

As paisagens de montanha no Peru são realmente magníficas. Aliás, 
Machu Picchu é um local fabuloso mais pela localização do que pelas suas ruínas. As pedras por acaso formam umas construções mas por esse mundo fora, há construções bem mais antigas e esplendorosas do que as de Picchu. Aliás conhecemos um antigo director do parque arqueológico de Machu Picchu que nos falou de muitos outros locais, com construções até mais fantásticas, mas que não são visitados por serem inacessíveis e desconhecidos... Mas Picchu ganha pelo local, esse sim é único. Não há fotografia que consiga transmitir a beleza do local e a paz que se sente por sermos "abraçados" pelas montanhas. 

Outro elemento pelo qual estamos constantemente rodeados é pela multidão de turistas... De certeza que entre 
Machu Picchu e a Torre Eiffel há uma corrida acirrada sobre qual das "maravilhas" recebe mais turistas por dia. Há demasiadas pessoas o que acaba por estragar um pouco a "experiênciaPicchu". Não estávamos à espera que o Peru fosse tãoooo turístico. Mas é! Só no final do dia quando o movimento abranda e tudo fica mais tranquilo, pode-se usufruir de toda a beleza. 

Em contraponto à beleza de Picchu está uma "coisa" chamada Águas Calientes, a povoação do sopé da montanha de Machu Picchu. Um conselho de amiga, se algum dia forem a Machu Picchu no regresso, ao descerem a montanha, apanhem LOGO o comboio. E se conseguirem não olhar para os lados melhor. A alternativa ficar numa espécie de bairro de lata, jantar com magnificas vistas para o comboio e uma caminhada sobre os carris! 

Para os peruanos o turista é uma carteira ambulante de dólares. Assim qualquer coisa serve para sacar mais uns "sols". Desde os tradicionais tecidos em lã (xailes, mantas, luvas, pegas de cozinha, etc.) aos ridículos, como a canção "Let itbe" dos Beatles versão pine pipes (aliás as flautinhas são um perseguição às vezes é como se estivéssemos continuamente num elevador de hotel), criancinhas a cantar o "atirei o pau ao gato" em quechua, 2 sols por uma foto de alguém trombudo (por algum motivo sinistro é um povo que raramente sorri), pedir só porque o turista passa na mesma rua que alguém. No entanto o auge foi atingido com um papagaio que pedia "tips" apenas por existir. A sede por dinheiro é enorme e não se disfarça. Qualidades como a hospitalidade e a simpatia são irrelevantes. 

A cobiça aliás não deve ser de agora. 
Machu Picchu foi descoberto porque HiramBingham (o seu "descobridor") deu uma moeda a um nativo. Esse era o método usado pelo grande explorador. Uma moeda de prata por cada ruína. Rapidamente fez várias. Para lá chegar é que foi pior. Atravessou pontes de cordas de gatas de tão seguras que pareciam e também gatinhou para subir a Machu Picchu ai devido à inclinação. Por isso alguém que faz uma expedição em posição de promessa bem que merece o crédito descobridor, independentemente de na altura em Machu Picchu viverem uns agricultores...

1 comentário: